terça-feira, 29 de abril de 2014

Preparando o UTSM: #2 - Equipamento/Material

Hoje irei dissertar um pouco (o que me vier à cabeça) acerca do equipamento/material a levar para uma prova como o UTSM - Ultra Trail da Serra de S. Mamede.

O material que levamos para um ultra trail tem que ser escolhido em função de vários aspectos, nomeadamente:
  • a distância da prova (neste caso 100km);
  • a região onde a prova se desenrola e o clima esperado (litoral/inetrior, norte/sul, etc);
  • a altitude (no caso do UTSM entre os 385 e os 1015m de altitude) e a própria orografia do terreno;
  • duração prevista;
  • dia/noite.
Analisando todos estes itens, poderemos optar pelo equipamento/material que melhor se adeque à prova e a nós próprios.

Além do material que cada um decidir levar, temos que cumprir com o regulamento e transportar conosco o seguinte material obrigatório:

  • Telemóvel;
  • Reserva de água (mínimo de 1 litro);
  • Comida (equivalente a 4 barras de cereais);
  • Frontal com recarga de pilhas;
  • Apito;
  • Manta térmica;
  • Corta-vento e gorro; a)
  • Calças/collants. a)
(a) este material poderá ser dispensado caso as previsões meteorológicas apontem para a sua dispensa, decisão exclusiva da Organização que o anunciará até 2 horas antes da Partida de cada evento. (in Regulamento UTSM 2014)

De salientar que não é conselhável estrear equipamento ou qualquer tipo de material no dia da prova... Um simples par de meias ou uma t-shirt nova, podem criar problemas desnecessários e facilmente evitáveis se usarmos apenas equipamento testado e aprovado por nós próprios.

Feita esta pequena introdução, vou tentar dissecar e ao mesmo tempo sintetizar, da cabeça aos pés, o material a utilizar nesta prova.

    1. Cabeça e pescoço

Boné ou buff... Ou as duas coisas... Depende das condições climatéricas. Se estiver frio, especialmente durante a noite, é aconselhável proteger bem a cabeça e o pescoço de forma perdermos o mínimo de calor possível. Calor é energia! Se estivermos a perder calor desnecessariamente, estaremos a gastar energia que nos fará falta mais tarde...
Se estiver um dia quente (com temperaturas máximas superiores a 20ºC), será também importante o uso de boné durante o dia...
Em relação a óculos/lentes de contacto é necessário ponderar bem o que levar... Se estiverem habituados a usar lentes de contacto nas provas, tudo bem... Mas sabendo que correm o risco de andar aos papéis se perderem uma lente...
Os óculos também podem ser difíceis de usar, especialmente se estiver um dia chuvoso...
Por isso, para quem precisa mesmo de auxiliares de visão, que opte pelo que está mais habituado... Para quem usa óculos no dia-a-dia, mas também se safa bem sem eles, pode optar por não levar nada...
Na cabeça também se usa o frontal, mas esse já foi falado noutro post...


    2. Tronco e membros superiores

No tronco é onde vamos transportar a mochila ou cinto de hidratação que a maioria dos atletas deverá levar. Digo maioria, porque o regulamento não obriga à utilização de nenhum destes itens. Obriga sim à utilização de material, que pode ser transportado como cada um bem entender...
O que interessa é que utilizem uma mochila (ou cinto, ou o que bem entenderem) a que já estejam habituados e que seja prática e confortável.
Em relação a roupa para o tronco, isso dependerá mais uma vez da meteorologia...
Se estiver um dia normal, temperaturas amenas e sem chuva nem vento, uma t-shirt de manga curta e possivelmente um corta-vento para durante a noite podem ser suficientes...
Se estiver um dia frio e/ou chuvoso, deverá equacionar-se uma camisola de manga comprida ou uma camisola térmica junto ao corpo além da camisola de manga curta. Um impermeável em vez do simples corta-vento também não será má ideia.

É importante referir e alertar que as condições climatéricas que se farão sentir na arena da prova (aos 385m de altitude) podem ser muito diferentes da meteorologia no topo da serra (aos 1015m). Mesmo que esteja bom tempo "cá em baixo", provavelmente estará pior "lá em cima".
Em algumas zonas, durante as maiores subidas e descidas encontramo-nos muito expostos aos elementos e acreditem que um simples buff ou um par de luvas podem fazer a diferença entre continuar em prova ou desistir devido a hipotermia, por exemplo... E niguém quererá desistir de uma aventura destas por causa de um par de luvas que ficou em casa para poupar umas 100g de peso, pois não?


    3. Membros inferiores

Nas pernas, digamos assim, teoricamente não são necessários tantos cuidados como no tronco. No tronco estão os nossos orgãos vitais e convém mantê-lo quente se a temperatura estiver fria e refrescá-lo se a temperatura exterior estiver elevada...
As pernas não sofrem tanto com o frio porque estão sempre em movimento e a produzir calor.
Por isso, o par de calções que usam nos treinos são perfeitamente adequados à prova, excepto se estiver frio que justifique o uso de calças compridas ou abaixo do joelho.
Em relação a meias de compressão é o seguinte: se estiverem habituados a usar e se derem bem, usem... Senão mais vale a pena não usar...
Meias e calçado... São 100km, não são 10 nem 20... Convém usar algo confortável e a que estejam habituados... No geral o piso do UTSM não é muito técnico nem escorregadio, pelo que uma sapatilha normal de trail ou até um calaçado de estrada mais robusto podem ser utilizados...
Hoje em dia até já se veem atletas de chinelos em provas de trail, por isso... Em relação ao calçado, nada é obrigatório, nada é proibido, tudo (ou quase) é aceitável...


    4. Bastões

Uma das grandes questões... "Devo levar bastões?"
Depende...
Se estiverem habituados a percorrer grandes distâncias com bastões e sentirem que irão tirar proveito deles, aconselho...
Se não estiverem habituados e não sentirem necessidade desse auxílio, não aconselho...
Nas subidas mais inclinadas e longas podem ser uma mais-valia, mas depois há muitas zonas em que são completamente supérfulos...
Eu pessoalmente, o mais provável será não levar bastões...
Mas sei que muita gente irá levar e compreendo... Só aconselho é a treinarem com eles várias vezes, inclusivé a transportá-los nas mãos sem os usar, a transportá-los na mochila, etc...


Uma nota que ainda não referi e que estava a guardar agora para o final é a possibilidade de enviar uma mochila para o PAC intermédio de Marvão (+/- aos 60km) com material e outras coisas que acham que irão precisar... Pode ser uma muda de roupa, um par de sapatilhas para trocar, algum tipo de géis/barras/etc que queiram repor nos bolsos para os últimos 40km, vaselina para lubrificar os pés, protetor solar... A imaginação é o limite!


Depois deste testamento, a conclusão que eu tiro e que espero que todos vocês lá tenham chegado é que não é aconselhável utilizar material sem primeiro o ter testado... E ainda, utilizar aquilo a que estamos habituados e que consideramos adequado a nós próprios e às condições que iremos encontrar...

Sendo assim, um abraço e boa continuação!

sábado, 19 de abril de 2014

Preparando o UTSM: #1 - Corrida/Progressão nocturna

Pois bem amigos, estou de regresso à escrita... Foram muitos meses sem escrevinhar nada aqui e sei que alguns de vocês já estavam a ficar preocupados...

Então durante o treino longo de hoje lembrei-me de escrever uns textos sobre a minha preparação para o UTSM - Ultra Trail da Serra de São Mamede...

Sim, estou inscrito e se nada correr mal, tentarei concluir os 100km, tal como muitos de vocês que estão a ler este post...

Mas falar da minha preparação seria algo um pouco chato, não acham?

"Fiz x km's, em x horas com x de desnível positivo" etc etc

Por isso tive outra ideia, que tal falar sobre outros temas pertinentes para quem vai correr 100km que não tenham a ver com o treino em si?

E porque é que não vou falar acerca do treino? Primeiro porque não sou treinador e apesar de ter umas "luzes" acerca do assunto não vou estar a dizer a alguém, "faz um treino de xx km's ou vai 10h para a serra porque eu fiz e comigo deu bom resultado"... Não. O treino deve ser personalizado e adaptado a cada um e quando falta cerca de 1 mês para a prova a maior parte do treino já está feita...

Assim, vou abordar outros temas que assentam mais na experiência e na tentativa e erro...

E vocês perguntam: "Mas que experiência tens tu Hélder para vires agora mandar estes bitaites?!"
E eu respondo: Alguma... Não muita, nunca terminei nenhuma prova de 100km... Mas já tenho alguns anos de trail nas pernas e sinto que os conhecimentos que tenho e que espero conseguir transmitir-vos sejam úteis, pelo menos a alguns de vós...

Claro que o atleta de elite ou mesmo aquele atleta que tem 10 anos de trail e 40 de corrida não quer saber dos meus conhecimentos para coisa nenhuma, mas sei que há muita gente a iniciar-se no trail e nos ultra trails que certamente apreciará ler alguns destes bitaites...

Escrevo estas linhas a título individual, sabendo que não tenho nada a perder, mas posso dar-vos algo a ganhar...

Então, o primeiro tema que me lembrei de abordar foi a "Corrida/Progressão nocturna".

O UTSM é uma prova de 100km, com início à meia-noite...

Podemos assim chegar à brilhante conclusão que todos os participantes terão pela frente pelo menos 6h de noite...
Digo "pelo menos", porque para aqueles que terminarem depois das 21h voltarão a ter que ligar o frontal...

Para facilitar um pouco teremos uma lua cheia (ou quase), que iluminará os trilhos se as nuvens não atrapalharem...

Agora, o que nos interessa saber acerca da corrida/progressão nocturna?

Um bom frontal é essencial! Não será um treino de 1h ali na rua do bairro... Serão pelo menos 6h com escuridão à nossa volta! Daí que um frontal com alguns lúmens (mais de 150lm) seja importante... O meu por curiosidade, tem 170.

Para quem já fez provas nocturnas com frontais de 30 lúmens, certamente ficou surpreendido e até com alguma inveja daqueles atletas que passam por nós (ou nós por eles) com uma autêntica central eléctrica na cabeça!

Não queremos ir ali com medo, a ver onde pomos os pés, pois não? Queremos luz, muita luz... Porque a luz dá-nos segurança... Queremos ter a certeza que aquilo ali à frente é um pau e não uma víbora cornuda (sim, há víboras cornudas na Serra de S. Mamede)...

Então, se ainda não possuem um bom frontal, pesquisem e invistam numa boa peça... Não precisa de ser muito caro, nem sempre os mais caros são os melhores...

Depois de terem o frontal com que vão realizar a prova, testem-no!

Não venham estrear o frontal no dia da prova... Têm que treinar com ele, senti-lo na cabeça... Saber onde liga/desliga, onde regulam a intensidade da luz, quanto tempo duram as pilhas, como se trocam as pilhas e onde o vão guardar quando já não precisarem dele...

Podem testá-lo primeiro numa estrada com pouca iluminação ou num estradão de terra batida sem iluminação pública... Mas o ideal seria treinaram com ele nos trilhos mesmo, na serra, onde há árvores, pedras, paus, ramos de árvores etc etc... Só assim conseguem fazer um bom teste ao frontal...

Aconselho por exemplo a quando forem fazer o vosso treino longo de fim de semana, levantem-se um pouco mais cedo e comecem o treino antes do nascer do sol... Façam 1h ou 1h30 de noite, na serra (de preferência em trilhos que conheçam bem), deixem nascer o sol, adaptem-se à luz, guardem o frontal e terminem o vosso treino já com o sol a brilhar...

Assim fazem um 2 em 1, testam o frontal e veem o nascer do sol...

Ainda em relação ao teste do frontal, podem experimentar colocá-lo na cabeça de 3 maneiras (ou até mais, se forem imaginativos): com um chapéu por baixo, com um buff e sem nada...  Eu pessoalmente gosto de usar sempre o chapéu por baixo, mas tem o inconveniente da pala do chapéu tapar um pouco a luz... O melhor é experimentarem e verem como se sentem melhor...

Uma chamada de atenção, o nevoeiro/nuvens baixas... O nevoeiro é o pior inimigo dos frontais! O mesmo acontece nos automóveis, quando está nevoeiro não se vê nada não é? O que fazem? Ligam as luzes de nevoeiro...
Agora tenho uma novidade para vocês, não conheço nenhum frontal de corrida de tenha luz de nevoeiro... Por isso, com nevoeiro a visibilidade é menor... E quando mais potente for o frontal, menos visibilidade terão...
Um truque é tirarem o frontal da cabeça e levarem-no na mão, quando mais baixo melhor... Perdem uma mão, mas ganham um pouco de visibilidade...

Correr de noite não tem nada a ver com o correr de dia... Como diz o provérbio, "De noite todos os gatos são pardos".

De noite, mesmo com um bom frontal somos obrigados a abrandar e a caminhar em sítios em que quando está de dia fazemos sempre a correr sem problema nenhum...

E acreditem, a não ser que sejam dos elites que lutam pelos primeiros lugares, mais vale prevenir que remediar... Abrandem, caminhem e mantenham-se seguros... Ninguém quer dar uma queda e correr o risco de magoar-se, muito menos quando nem sequer vemos onde vamos cair...

O UTSM não é uma prova perigosa, mas na parte nocturna aconselho a que sigam sempre acompanhados, principalmente os que têm medo do escuro... hehe

Os km's passam-se melhor, não vamos ali no silêncio da noite e se precisarmos de alguma coisa sempre temos ali alguém ao nosso lado... Claro que há quem goste de andar mais sozinho, mas pronto, gostos não se discutem...

Outra problemática das provas que incluem uma noite completa (ou quase) é o sono...
Aqui neste campo confesso que não tenho muita experiência...
Já fiz provas nocturnas, já fiz provas a começar de noite e acabar de dia, começar de dia e acabar de noite, mas assim uma directa deste género será a primeira vez...

Aliás, o sono poderá não estar relacionado só com a parte nocturna... Provavelmente há atletas que passam muito bem a noite e depois durante a parte diurna têm sono...

Penso que neste aspecto é importantíssimo descansar bem nas noites anteriores à prova, pricipalmente na véspera... Eu provavelmente deitar-me-ei à hora do costume, mas tentarei acordar o mais tarde possível... E quem sabe até dormir uma sesta na 6ª feira à tarde...

O café antes da prova também pode ajudar... Mas atenção que a cafeína vai aumentar-vos a frequência cardíaca, logo maior dispêndio energético... E numa prova de resistência onde a economia de energia é essencial, não convém estar a desperdiçar energia "à toa"...
Além disso, quase todos os géis e algumas bebidas isotónicas têm na sua composição cafeína ou outro componente excitante, por isso...

Em relação a este tema penso que é tudo, se me lembrar de mais qualquer coisa acrescentarei ou podemos ir trocando informações nos comentários...

Espero que gostem da leitura e prometo um novo tema para breve!

Um abraço e boa preparação!

terça-feira, 2 de julho de 2013

8º Ultra Trail da Serra da Freita - O regresso



Gostava de escrever algo sobre o 8º Ultra Trail da Serra da Freita, mas sinceramente não sei por onde começar...

Não quero fazer um resumo detalhado do que foi a minha prova, porque isso já fiz várias vezes e apesar de gostar de escrever sobre aquilo que passei, é uma coisa que, pelo menos a mim, me demora muito tempo a fazer pela necessidade de recordar cada momento, cada quilómetro, cada abastecimento, tudo, para que nada me escape...

Muitas coisas me têm passado pela cabeça nestas horas que se passaram depois de sábado à tarde, por vezes dou por mim a fazer qualquer coisa e a pensar neste ou naquele momento que passei durante a prova...

É um turbilhão de pensamentos, de flashes, de sensações que se não as colocar já "no papel", tenho medo de as vir a esquecer... Por isso vou tentar colocar preto no branco esses flashes e esses pequenos apontamentos, para mais tarde recordar...

Começo pela companhia e pelo fim de semana... Não podia ser melhor... Com os meus amigos do Atletismo Clube de Portalegre! O ano passado fui "sozinho" à Freita... Eu à ultra e a Carla aos 17km... É certo que tive o apoio dos meus pais e da minha irmã, mas este ano éramos uma equipa! 4 atletas na Ultra e 5 na Corrida! Gostei de os levar à "minha serra", à "minha casa" e estou certo que eles também gostaram de ir... Não sei se sabem, mas gostei muito de vos ter por lá!

Já havia provas que tinha repetido, que tinha feito uma 2ª vez, mas a Freita tem um gosto especial... Não sei bem porquê... Faz-me viajar no tempo até à minha infância e aos piqueniques naqueles domingos de verão com a família... Quando fui levantar os dorsais na 6ª ao final da tarde, ia a subir a serra de carro, a olhar para aqueles montes e vales e dou comigo todo arrepiado... É uma sensação difícil de explicar...

Só queria começar a correr! E quando a prova começou, senti que ia embarcar novamente numa experiência inesquecível, tal como no ano passado...
Foto: Luis Pinto

Gostei de fazer os primeiros km's na companhia do Vitorino Coragem, do Francisco Bossa e do José Simões... Um era já batido na Freita, outro estreante e o 3º não consegui perceber se alguma vez lá tinha ido ou não... Levou o tempo a "dar-me baile"...

Fui ansioso até chegar ao rio Paivô... Os primeiros km's de prova (para mim) são chatos e sem grande história e como já conhecia o percurso queria era chegar ao rio para ver se corria melhor que no ano passado...

Correu lindamente, uma ou outra escorregadela, mas nada como em 2012, em que fiquei logo marcado para o resto da prova...

Abastecimento de Covelo de Paivô, sou agarrado para uma foto...

Foto: Elisabete Martins

Os alentejanos em grande!

Próxima paragem Drave! A aldeia mágica!

Mas antes ainda temos que subir subir subir até chegarmos a um topo onde vemos a subida dos 3 Pinheiros e lá ao longe à nossa espera, "A Besta"! Uma panorâmica do percurso espectacular...

Drave, passei lá tão rápido que nem apreciei a beleza daquela aldeia perdida, mas o estado de espírito que se vivencia quando pisamos aquelas pedras é suficiente...

Vejo o Carlos Couto sentado num degrau, trocámos algumas palavras... Tinha caído, ia esperar pela esposa para terminarem juntos! E terminou!

Continuo...

Lagos naturais de águas límpidas e cristalinas... Maravilhosa a nossa Mãe Natureza!

Meto-me dentro de água várias vezes para refrescar o corpo... Tão bem que sabe!

Subida dos 3 Pinheiros... Já o ano passado tinha adorado trepar por ali acima...

Sinto-me muito bem! Começo a ultrapassar atletas... Vejo algumas caras conhecidas...

Sou eu que vou rápido demais? Ainda falta metade da prova e a maioria do desnível...

Vais dar um valente estouro! Não faz mal... Ali à frente tens um chouriço assado à tua espera...

Póvoa das Leiras... Minis? É melhor não, ainda desidrato mais depressa... Como chouriço, tomate com sal, que bem que sabe...

Foto: Lina Branco Batista

Foto: Lina Branco Batista

Vamos à Besta!

Estou a vê-la ali à frente... Será que é tão inclinada como parece? É mesmo! C*r*lho!!!

Foto: José Moutinho

Foto: Lina Branco Batista

Trepo, agarro-me às rochas, equilibro-me... Cuidado não caias para trás!

Está calor! Tenho que parar a meio! Meto um gel à boca, bebo líquidos... Vamos ao resto da subida!

Ainda mais inclinada! Ah, mas temos uma corda...

O meu GPS marca 1100m de altitude... Continuo a subir... Agora marca 1020m! Minha nossa, estamos mesmo num buraco jeitoso...

Está a acabar... Afinal não, mais um bocadinho... Chegamos ao topo...

Um atleta a descansar à sombra... Manuel Quelhas... Vou-me sentar também... É melhor não... Se me sento nunca mais me levanto...

Estamos no topo da serra... Estradão de terra batida... Está calor! Muito calor!

Vão uns atletas ali à frente! Jorge Serrazina!? Vou aproveitar a boleia...

Esquece a boleia... Ainda aguento um bocado, mas na descida fico sozinho...

Continua muito calor! Preciso de me refrescar, de me molhar da cabeça aos pés...

Ainda consigo urinar... Não estou desidratado!

Passo pela aldeia do Muro... Não há nenhuma fonte pública? Há! Molho-me todo... Pernas, pés, coxas, virilhas, tronco, cabeça, pescoço, cara... tudo! Ah, que fresquinho!

Abastecimento de Manhouce! Quando chego está animado... Passado uns minutos estou sozinho no abastecimento, os outros atletas partiram todos... É melhor ir também...

A descer... Cólicas! Mau... Procura um cantinho onde ninguém veja... Ok, já está!

Continuamos a descer... Terra... Pó... Vou sozinho...

Espero bem que passemos por aquela levada do ano passado... Cá está ela... Meto-me lá dentro, à sombra, com água pela cintura...

Chegam o Jorge e a Glória Serrazina e outro atleta... Então mas eles não estavam à minha frente? Devem ter-se perdido...

Continuamos a descer... Mais rio, mais água... Mais um banho! Agora vou mesmo meter-me todo dentro de água... Tiro a mochila, os óculos, o chapéu e o relógio... Mergulho-me na água... Ahh... Que bem que sabe...

Vem aí o Jorge novamente, agora vou mesmo na boleia dele...

Passámos o 2º túnel... O colega da frente dá duas valentes cabeçadas na rocha... Até a mim me doeu...

Continuamos... A descer pelo alcatrão... Está ali uma aldeia, deve ser ali o abastecimento da Lomba...

Começamos a subir... Muita inclinação... Degraus enormes... Um atleta sentado à sombra...

Chegamos à aldeia! É para virar à esquerda!? What the f*ck!? Então e o abastecimento?

Não é aqui, é na próxima aldeia...

Voltamos a descer... Muito pó novamente! Descida bastante técnica, como quem quem diz, muito f*dida! Agarro-me aos troncos... Sou o tarzan!

Atravessamos mais um rio! Vou com outro atleta, Filipe Reinoite!

O meu GPS diz baterias fracas... Quero ficar com o percurso todo gravado, ligo o carregador portátil...

Muito calor! O meu companheiro está sem água... Estamos a 100m do abastecimento... Uma fonte... Molho-me todo!

Abastecimento da Lomba! Tratam-me pelo nome! Metem-me uma canja nas mãos... Repito a canja! Não como mais nada... Molho-me noutra fonte... Tenho que ir...

Continua a subida... Tenho nova companhia, Vitor Pinto, vamos juntos até ao fim...

Estamos no final da subida, belo pôr do sol...

Vacas no meio do caminho! "Podem passar que elas não fazem mal..." Ta bem, mas pesam não sei quantas vezes mais que eu e têm uns valentes cornos...

Vamos até Castanheira! Ainda tomo mais um banho pelo caminho...
Foto: Lina Branco Batista

Antes do abastecimento, a minha mãe, a Carla e a minha irmã... Vejo-as antes de elas me verem a mim... Abraço-as! Bebo qualquer coisa, não como nada, tinha acabado de meter um gel à boca...

Peço para me despejarem um garrafão de água pela cabeça abaixo...

Foto: Lina Branco Batista

Tenho que ir...

Mais 1h até ao final, foi o que demorei no ano passado +/-...

PR7 on fire! Mais rápido que no ano passado, não estou todo partido como estava em 2012... Desço até à ponte... Sobes, alcatrão, continuas a subir... Desces, voltas a subir... Alcatrão, agora é que é...

Ainda se corre um bocadinho... Nas subidas é que não...

Último quilómetro... Já cheira a meta!
Foto: Lina Branco Batista

Batem-me palmas, incentivam-me, felicitam-me... Corto a meta!

Cheguei!? Já cá estou!? Nem acredito!

Entregam-me o prémio de finisher... Apetece-me beijar aquela placa de lousa, mas não o faço... Fico só uns segundos a contemplá-la...

Vou procurar a minha gente...

Não sei da Carla... O Vitor e o Roberto estão de roda das minis... O Sérgio e o Pinto já cá estão, não terminaram... Fico triste...

O corpo e a mente começam a arrefecer...

Já acredito que cheguei... Mas doem-me os tendões rotulianos...

Tomo banho, massagem, jantar, viagem para casa, jantar de novo, conversa, risadas, vinho tinto e... cama!

E agora consigo descansar e saber que estão aqui algumas das memórias com que vou ficar deste UTSF!

Para 2014, se tudo correr bem, hei-de lá voltar!

quinta-feira, 14 de março de 2013

12º Corta Mato UFD

No passado dia 9 de Fevereiro, realizou-se na Herdade da Contenda o 12º Corta Mato da União Futebol Degolados (UFD), organizado pela UFD com o apoio da Junta de Freguesia de Degolados e da Câmara Municipal de Campo Maior e a colaboração técnica da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre.

Esta prova contou com corridas para todos os escalões desde os Benjamins aos Veteranos. No conjunto das provas de absolutos masculinos (6000m) e femininos (3000m) terminaram 48 atletas, sendo 4 (8%) do sexo feminino.

Partida! Foto: CEN Atletismo - Jorge Vitorino

Num traçado bem variado, com algumas zonas de lama, conseguiram sair vencedores Francisco Marquez da Asociación Atlética Ciudad de Badajoz em masculinos e Raquel Trabuco do Clube Elvense de Natação em femininos.

A minha prova correu dentro do que estava à espera... Não fui com intenções de abusar demasiado, porque estava prestes a iniciar o plano de treinos para os 101 Peregrinos e então abordei a prova com tranquilidade, sem querer ir ao limite nem arranjar nenhuma lesão...

Estavam anunciadas 4 voltas de 1500m para os absolutos masculinos, perfazendo 6000m de corrida, mas no meu GPS acabei por registar apenas 5390m.

Parti com calma, na retaguarda do grupo... No final da primeira volta aumentei ligeiramente o ritmo para ganhar umas posições e aí iria ficar praticamente o resto da corrida...

Na 2ª e na 3ª volta tentei manter um ritmo mais ou menos constante, coisa que é difícil tendo em conta as características do terreno...

No final da subida mais inclinada do percurso... Foto: atletismoextremadura.es

Na 4ª e última volta, que é quando a maioria dos atletas aumenta o ritmo e gasta os últimos cartuchos, eu mantive-me na mesma toada e terminei já em desaceleração, porque não valia a pena estar a ir ao limite...

Registei no meu garmin 5,39km em 23m25s com uma média de 4.21min/km.


Fui 21º de 44 na classificação masculina e 9º de 15 nos seniores masculinos.

Estava terminado o meu treino rápido... E com os minutos que tinha feito no aquecimento, já deu para meter mais uns km nas pernas...

terça-feira, 5 de março de 2013

BRM L'Antique 200 (2013)

Vila Franca de Xira, 2 de Fevereiro de 2013

Cartaz do evento

Ora bem, já passou mais de 1 mês desde que me aventurei no meu primeiro Brevet, mas ainda vou a tempo de contar a história...

Foi em meados de 2012 que descobri os Randonneurs Portugal... Não sei como foi, mas deve ter sido por acaso, no facebook... Comecei a "investigar" e gostei do tipo de desafios a que esta gente se propõe e da maneira como são encarados... Em 2012 já me era impossível participar em algum Brevet, mas ficou cá a lembrança e a semente ficou a germinar...

E perguntam vocês, então mas que raio é isso do Brevet?!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

3º Trilhos dos Abutres

Miranda do Corvo, 26 de Janeiro de 2013


Já gostava de ter participado nesta prova o ano passado, mas como não foi possível, fui guardando a vontade para este ano...

A comitiva ACP prometia ser relativamente numerosa, mas no final, por um motivo ou por outro, fomos só 3 os representantes do AC Portalegre / UTSM nestes trilhos de Miranda do Corvo... Eu e o L. Pinto nos 45km e a Carla nos 24km...

Os 3 lobos nos Abutres!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

21ª Corrida das Linhas de Elvas

Realizou-se no passado dia 20 de Janeiro a 21ª Corrida das Linhas de Elvas, prova inserida nas comemorações do 354º aniversário da Batalha das Linhas de Elvas.

É uma prova promovida pela Câmara Municipal de Elvas e que contou com a presença de mais de uma centena de atletas no conjunto de todos os escalões.

O percurso para os juniores, seniores e veteranos, com distância de 7,5km iniciou-se junto ao Padrão que foi erguido após a batalha, a cerca de 2km da cidade de Elvas, percorrendo de seguida algumas das principais avenidas da cidade, passando pelo Parque da Piedade e terminando com uma volta à pista do estádio de atletismo. As provas dos escalões mais jovens realizaram-se na pista de atletismo.

No início temos uma descida de cerca de 1,5km e depois é um sobe e desce constante até ao final, na pista...

Fiz uma prova como gosto de fazer, de trás para a frente...

Parti no final do pelotão, aproveitei a descida para ver como estavam as canetas e depois foi tentar manter um bom ritmo até ao final...

Perto dos 5,5km, quando me enganei numa rotunda mal sinalizada e estava a querer quebrar, ainda fui rebocado pelo meu colega de equipa João Farinha, que me deu alento para conseguir terminar a prova num bom ritmo...

Na aproximação à pista, já depois da preciosa ajuda do João F.. Foto: Filomena Cordeiro (ACP)

Classifiquei-me em 33º da geral em 90 atletas e 14º em 27 nos Seniores Masculinos com um tempo de 29.50.

Colectivamente venceu o Atletismo Clube de Portalegre colocando 3 atletas nos 11 primeiros lugares e fechando aí a equipa.

Resultados

Registo da minha prova no Endomondo

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Campeonato Nacional de Estrada 2013

No passado dia 13 de Janeiro realizou-se em Lisboa o Campeonato Nacional de Estrada 2013, integrado na 6ª Corrida de S. Domingos de Benfica.

Classificaram-se no campeonato nacional 204 atletas masculinos e 50 femininas.

Manuel Damião reeditou a vitória que tinha alcançado em 2012, sendo que o 2º - Youssef El Kalai e o 3º - José Rocha alcançaram novamente o pódio, embora tenham trocado de posições em relação ao ano passado.

Em femininos venceu Sara Moreira, com Ana Dulce Félix em 2ª e Marisa Barros em 3ª.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

2012 em números


Ora bem, para fazer o fecho do ano de 2012, vamos aqui fazer a "contabilidade" cá da casa...

Comecemos pelo nº de provas... Foram 24 as provas oficiais realizadas! E foram elas:

  1. Campeonato Nacional de Estrada - Benavente
  2. Corta Mato de Figueira e Barros
  3. 14ª Milha Urbana das Galveias
  4. 10º GP de Grândola
  5. 15ª Campeonato do Alentejo de Corta Mato
  6. 3º Trail de Conímbriga - Terras de Sicó - 38km
  7. 6ª Meia Maratona de Mérida
  8. 1º Trail de Penafirme - 30km
  9. 3º Trilhos do Almourol - 42km
  10. 2º Ultra Trail de Sesimbra - 50km
  11. 4ª Meia Maratona na Areia
  12. 2º Trail Castelo de Abrantes - 35km
  13. AXTrail #2 Alvaiázere - 28km
  14. 3º Trail Louco da Reixida
  15. 7º Ultra Trail da Serra da Freita - 70km
  16. 4º Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos - 26km
  17. 25ª Corrida da Festa do Avante!
  18. 6ª Meia Maratona do Porto
  19. 24ª Meia Maratona Badajoz-Elvas
  20. 15ª Meia Maratona Ribeirinha da Moita
  21. 9ª Maratona do Porto
  22. 27ª Maratona de Lisboa
  23. 15ª S. Silvestre do Crato
  24. 30ª S. Silvestre de Avis

Uma curiosidade... Exceptuando as provas do distrito de Portalegre, não repeti nenhuma prova em relação a 2011...  A única "reincidência" foi o Trail Castelo de Abrantes onde participei na distância maior (35km) e em 2011 tinha realizado a distância mais curta (15km)...

Nestas 24 provas, percorri cerca de 593km(!), demorando cerca de 66h06min, o que dá uma média de 6.41min/km no conjunto e cerca de 24,7km por prova!

Dividindo as provas por distância temos:

  • Até 3000m - 1
  • 3 a 9km - 5
  • 10km - 0
  • 11 a 20km -3
  • Meia Maratona - 5
  • 21,1 a 42km - 6
  • 42km ou mais - 4

Por tipo de prova/terreno:

  • Pista - 0
  • Corta Mato - 2
  • Estrada - 12
  • Trail - 9
  • Estrada/Trail - 0
  • Areia - 1

Agora, contabilizando todos os km que percorri em provas e em treinos, obtenho números que me satisfazem bastante também:

  • Corrida: 2601km
    • Provas: 593km (23%)
    • Treinos: 2008km (77%)
  • Ciclismo : 1502km
  • Caminhadas: 102km
  • TOTAL: 4205km

Estes números da distância dizem-me muito e suplantam largamente os números de 2011...

Esta soma de km permitiriam-me sair de Portalegre e chegar a Istambul na Turquia (cerca de 4000km), e ainda me sobravam alguns km para passear... Isto tudo com as minhas duas pernas e uma bicicleta!

Portalegre-Istambul (Turquia)

Em relação ao número de treinos/provas/qualquer-exercício-físico-que-eu-tenha-registado, posso dizer que estive activo em 243 dos 366 dias de 2012! O que me dá uma média de 20 dias de exercício por mês e entre 4 a 5 (4,7) por semana...

Somando todos os minutos que registei no meu Garmin, entre provas e todo o tipo de treinos, vejo que estive em movimento mais de 2 semanas:

  • Corrida: 11dias 2h 45min
  • Ciclismo: 2dias 17h 41min
  • Caminhadas: 1dia 13h 17min
  • TOTAL: 15dias 9h 43min

Outro dado interessante, que gosto sempre de prestar alguma atenção é o ganho de elevação acumulado (D+):

  • Corrida: 42.744m
  • Ciclismo: 18.788m
  • Caminhadas: 2.463m
  • TOTAL: 63.995m

Quase 64.000m de desnível positivo acumulado em 2012, sendo que os mais de 42.000m acumulados só na corrida já são um número impressionante!
Fazendo um paralelismo com o Monte Everest, a mais alta montanha à face da terra, estes 64km de desnível positivo acumulado representam 7,2 vezes a sua altura!

Tal como aqui escrevi à um ano atrás, para muitos, estes números não são nada... Mas para mim são números impressionantes! E se os comparar com os números de 2011, vejo que a maioria deles praticamente duplicaram... Ora vejamos...


O meu objectivo em relação à corrida e ao desporto não é, nem nunca foi centrado e obcecado por estes números... Isto é apenas o resultado do trabalho efectuado para alcançar os objectivos que me proponho todos os anos, sejam eles conseguir terminar uma determinada prova, conseguir completar uma distância nunca antes percorrida, melhorar o meu tempo numa dada distância ou simplesmente ir daqui até ali só porque me apetece e acho um desafio engraçado...

Espero que daqui a um ano esteja aqui novamente para fazer "contas à vida" e que se 2013 não puder ser melhor que 2012, pelo menos que seja igual...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Resumo 2012

Este post, que já deveria ter sido escrito à uns dias, surge como um resumo do que foi o ano de 2012 no que às minhas corridas diz respeito...

Em Janeiro voltei a participar no Campeonato Nacional de Estrada, desta vez em Benavente...15km, onde bati por larga margem o meu recorde dessa distância!

A três... Foto: Atletismo Clube de Portalegre

Em Fevereiro participei no 10º GP de Grândola e iniciei a época de trails com a estreia no Trail do Sicó...

Uma grande emoção à chegada desta prova...

Ainda em Fevereiro iniciei um plano de treinos para participar na Meia Maratona de Mérida em Março... Fui a Mérida bater o meu recorde pessoal da Meia Maratona, mas contraí uma lesão nos gémeos que me obrigou a abrandar os treinos de corrida... Nesse mês ainda participei no 1º Trail de Penafirme...

A acelerar para RP! Foto: Atletismo Clube de Portalegre

Abril foi um mês complicado... Não pude fazer tantos treinos de corrida como desejava, mas continuei a treinar na bicicleta para não perder a forma... Mesmo assim concluí os Trilhos do Almourol, a minha estreia em provas com a distância da Maratona... E 15 dias depois aventurei-me nos 50km do Ultra Trail de Sesimbra... Fiquei bastante satisfeito com a conclusão destas 2 provas que eram os meus grandes objectivos para o 1º semestre de 2012...

Junto ao Tejo, com o Castelo de Almourol ao fundo...

Mais um desafio superado!

Em Maio participei na Meia Maratona na Areia, na Costa da Caparica, uma prova que tinha planeado participar e que gostei bastante... Participei também no 2º Trail Castelo de Abrantes...

Uma óptima experiência...

Junho foi um mês de grandes decisões... Para começar estreei-me nas provas do AXTrail, em Alvaiázere... Depois tomei a decisão de participar no Ultra Trail da Serra da Freita no final do mês... Não estava nos meus planos, mas felizmente proporcionou-se e em boa hora tomei a decisão de participar... Foi umas das provas que até à data me deu mais prazer de concluir... Foi a maior distância por mim percorrida e num local que adoro que é a Serra da Freita... Participei também nos Trilhos Loucos da Reixida, uma prova louca onde adorei correr...

Pela Serra da Freita... Foto: José Brito

A primeira quinzena de Julho foi de poucos treinos para recuperar da Freita e recarregar baterias... Na 2ª quinzena iniciei o plano de treinos para a Maratona do Porto no final de Outubro...

Em Agosto, apesar de já só pensar na estreia na Maratona, ainda corri um trail, o Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos...

A equipa de Óbidos...

Em Setembro participei na Corrida do Avante e fui ao Porto correr a Meia Maratona que se corre nas margens do Douro...

No meio da multidão no Porto... Foto: Rui Miguel

Em Outubro, já completamente focado na Maratona, fiz duas Meias Maratonas... Badajoz-Elvas e Meia da Moita... Para terminar o mês em beleza, a tão desejada estreia na Maratona... No Porto, com os inspiradores ares do norte, corri os meus primeiros 42195m em estrada...

A três novamente, em Badajoz... Foto: Fernando Vivas

À chegada da primeira Maratona de estrada... Foto: Atletismo Clube de Portalegre

Em Novembro não fiz nenhuma prova, mas continuei com um bom nível de treinos...

Em Dezembro repeti a experiência do Porto, mas desta vez na Maratona de Lisboa, melhorando o tempo que tinha feito no Porto... E não faltei às S. Silvestres do distrito, Crato e Avis...

A 2ª Maratona! Foto: AMMA

No meia destas provas todas ainda marquei presença em várias provas distritais...

Em conclusão, foi um ano bastante positivo! Cumpri praticamente tudo o que tinha planeado e ainda me superei em alguns aspectos...

Para 2013, tenho muitos planos e muitas ideias... Mas se for tão bom como 2012 já me dou por feliz!