sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Estafeta da Maratona de Lisboa 2011

Venho aqui deixar umas palavras acerca da Estafeta da Maratona de Lisboa onde realizei o primeiro percurso representando a equipa do Atletismo Clube de Portalegre.

Já em 2009 e 2010 o ACP tinha participado nesta estafeta e este ano decidimos novamente juntar 4 marmanjos para percorrermos os 42,195m do percurso da Maratona e acompanharmos os nossos maratonistas a Lisboa.

O primeiro percurso da estafeta seria até aos 10km, o segundo seria de cerca de 11km até à Meia Maratona, o terceiro seriam 9km até aos 30km e o último e provavelmente o mais difícil seria de 12km até à meta.

Então os atletas da Estafeta foram, e por ordem dos percursos, eu, o João Farinha, o Vicente Albuquerque e o André Trindade.

Eu optei por fazer o primeiro percurso porque já à muito tempo que não fazia uma prova de 10km e gostava de ver como estava na distância. Por isso, o primeiro percurso era o ideal.

De salientar ainda a média de idades da equipa, provavelmente uma das equipas mais jovens presentes na prova, com uma média de idades à volta dos 22 anos.


Lá fomos então até Lisboa numa manhã muito fria no Alto Alentejo, mas mais amena na metrópole lisboeta. Chegados à zona da partida, o ritual do costume. Equipar, colocar o dorsal, o chip e o testemunho da estafeta (um elástico) no pulso. Tirámos a foto da praxe, onde ainda faltaram alguns elementos, porque quantos mais atletas fizerem parte da comitiva, mais difícil é juntá-los.

A equipa ACP presente: João Albuquerque, Paulo Rodrigues, Vicente Albuquerque, André Trindade, Francisco Costa, eu, João Farinha, Rui Monteiro e João Bucho. Faltam o Emílio Paulino e o Domingos Bucho e o mister João Carlos Correia que tirou a foto.

Tentei chegar-me o mais à frente possível na zona da partida, mas como faltavam poucos minutos já o número de atletas por metro quadrado era considerável. Por isso tive que partir um bocado atrás...

É dado o tiro de partida e começou!

Os primeiros metros até ao pórtico foram feitos a caminhar. Passei o pórtico, onde se encontravam os receptores dos chips e coloquei o relógio a contar. Tentei começar a correr, mas o ritmo que eu queria levar era demasiado rápido ainda no meio da multidão. Comecei a esquivar-me por entre os maratonistas e lá consegui arranjar um espacinho para meter um ritmo próximo dos 4'/km.

O meu objectivo era fazer um tempo aos 10km pelo menos abaixo dos 43min. E a bandeira das 3h era uma boa referência. Fiz o 1º km em 3'49. Logo de seguida avisto o marcador das 3h e aproximo-me dele. Levava já um grupo de 20 ou 30 atletas em redor dele. Juntei-me ao grupo e mantive-me lá durante umas dezenas de metros para avaliar o ritmo.

Depressa fugi. O ritmo do marcador das 3h não era mau, mas vi que conseguia dar mais e avancei. Lentamente me fui afastando e ao 2º km já lhe levava uns 100m de avanço. O 2º km em 3'50 foi bem rápido também!

Depois veio a longa recta da Av. Almirante Gago Coutinho. 2km de recta. 1km a descer e outro a subir. Ainda consegui fazer o 3ºkm em 3'55, mas não sei porquê os pés começaram a deixar de responder. A parte respiratória estava óptima, as pernas estavam cheias de força, mas os pés parecia que estavam mortos. Sentia que eram as pernas que iam a fazer o trabalho todo e os pés não ajudavam a dar o impulso. Já tinha tido esta sensação noutras provas e penso que a causa se deva a não estar habituado a estes ritmos mais elevados. Estou habituado a ritmos mais lentos e a dar passadas mais curtas. Quando o ritmo é mais rápido e obriga a uma passada mais larga, a mecânica do corpo não está treinada para isso e não se consegue adaptar. Então foi o resto da prova assim...

O 4º km foi a subir e reflectiu-se logo no tempo, 4'26. Nesta altura sou alcançado pelo Emílio Paulino que estava a fazer a maratona. O ritmo dele era idêntico ao que eu queria levar e então segui uns kms com ele.

Entrámos na Av. de Roma e o Emílio ganhava-me sempre uns metros, eu fazia um esforço e apanhava-o novamente. Ele ia fazer 42km, eu só ia fazer 10km, tinha que dar o máximo. Fizemos o 5º km em 4'06.

Na Av. de Roma tentando seguir o Emílio.

Passamos no abastecimento aos 5km e aqui com o apoio do público parece que me surgiram novas forças. Mantive-me com o Emílio e fizemos o 6º km em 3'57. Seria o último km abaixo dos 4'/km.

Uns metros depois o Emílio fugiu-me e deixei-o ir. Apesar de ele ir para os 42km ia com um ritmo excelente e eu não o consegui acompanhar.

Fiquei sozinho, mas fui tentando manter um bom ritmo e fiz o 7º km em 4'08.

Aproximava-se o estádio de Alvalade e o terreno apesar de parecer plano era ligeiramente a subir. Fiz o 8º km em 4'16.

Nesta altura olhei várias vezes para trás para avaliar a distância que levava da bandeira das 3h. Após alguns km em que ganhei tempo, agora sentia que aquela multidão se estava a aproximar.

Não podia ser apanhado, senão iria ser uma confusão na transmissão da estafeta com aquela gente toda e iríamos perder algum tempo precioso.

Fiz o 9º km em 4'24. Fui controlando a distância e fiz o 10º km em 4'15.

Passei o pórtico e a passadeira e entreguei rapidamente o elástico ao Farinha que num ápice me desapareceu de vista.

Logo a seguir passa a multidão que ia com o marcador das 3h. Se tivesse que fazer a transmissão no meio daquela gente havia de ser bonito...

Ainda fiquei no local a apoiar quem passava, em especial os maratonistas do ACP: Paulo Rodrigues, Rui Monteiro, Francisco Costa, João Albuquerque, João Bucho e Domingos Bucho.

Acabei por fazer 10,05km em 41'15'' com uma média de 4'06/km.

O resto da prova também correu bem e fizemos um tempo de 2h45'50'' classificando-nos em 13º de 139 equipas que terminaram!

Foi uma excelente experiência, nunca tinha participado numa prova de estafeta e saber que o nosso tempo vai contar para o total da equipa e que temos outras pessoas dependentes daquilo que nós fizermos, parece que nos dá outra força. A repetir!

Tempos parciais do garmin:

5km        - 20'07''
10km      - 41'06'' / 5km - 20'59''
10,05km - 41'15''


Após todos terem chegado e terem ido ao merecido banho, fomos ao não menos merecido repasto para repor energias.

Fotos: ACP.

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